Presidente e diretor da UGT-AM participam de seminário sobre imigração em Boa Vista

O presidente da União Geral dos Trabalhadores do Amazonas (UGT-AM), Antonio Mardonio, e o diretor de Imprensa da Central Sindical amazonense, Paulo Guerra, estão em Boa Vista (RR) onde participam do seminário "Por um Brasil sem fronteiras e sem xenofobia – Migrar, resistir, construir e transformar".

O objetivo é discutir estratégias de ações pela cidadania dos imigrantes venezuelanos e sensibilizar os sindicatos da região filiados à Central a agirem por essa população.

O evento acontece nesta segunda (11) e terça-feira (12), no Uiramutam Palace Hotel, e é realizado pela Secretaria de Integração para as Américas e a do Trabalho Decente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a estadual de Roraima, em parceria com a Solidarity Center-AFL-CIO.

"A imigração é um tema atual e temos de estar preparados enquanto entidade sindical no sentido de lidar com essa situação e dar respostas às questões que envolvem as pessoas que vêm de outros países em busca de oportunidades em solo brasileiro. E um dos focos dos debates nesse evento é a entrada de venezuelanos e haitianos em nosso País, o que é um fato recente", disse Antonio Mardonio.

Temas do seminário

1. Como a UGT e os sindicatos podem efetivamente garantir ao trabalhador imigrante que chega ao Brasil o conhecimento sobre os seus direitos e prevenir formas de exploração e abuso dessas pessoas.

2. Como a UGT pode ajudar a desconstruir a ideia de que o imigrante está aqui para “roubar o nosso emprego” e de como o imigrante pode contribuir para o movimento sindical, inclusive facilitando a aproximação com outros sindicatos de países vizinhos, uma vez que a migração é fenômeno internacional.

3. Políticas migratórias;

4. Sobre a necessidade de garantir o emprego ao imigrante e do papel dos sindicatos nisso. Necessidades dos imigrantes: Qualificação profissional, aprendizado do português, revalidação dos diplomas, o que podemos fazer?

5. Treinamento com relação a temas como: refúgio, crise humanitária, hipossuficiência de recursos, abrigos, documentos necessários, saúde, política de “interiorização”, orientações aos imigrantes em geral, etc;

6. Precisamos estabelecer parcerias para dar conta da tarefa.

Um pouco de História

O Brasil é um país marcado pela imigração, o maior fluxo de pessoas vindas de outros países para morar aqui, foi iniciado em meados do século XIX. A época o governo oferecia terras para serem ocupadas pelos estrangeiros. A partir de 2010, houve uma mudança na configuração dessas migrações, principalmente por causa da entrada mais expressiva de haitianos e sírios no país, além dos imigrantes latino-americanos. O pano de fundo desse movimento é a mobilidade do capital e da força do trabalho. Entretanto, o fenômeno foi potencializado por causa da decisão de países europeus e dos Estados Unidos de fecharem as suas fronteiras aos imigrantes.

No caso de Roraima, a cada dia, milhares de pessoas são obrigadas a fugir da Venezuela em busca de assistência humanitária e proteção internacional. A situação instável, falta de alimentos, remédios, e a violência estão fazendo com que essas pessoas não tenham outra alternativa a não ser deixar tudo para trás. Entender essas questões é fundamental para preparar a sociedade para a imigração recente. Isso inclui a garantia e a promoção dos direitos humanos, o respeito, a tolerância e formulação de políticas públicas voltadas para essa população. O conhecimento de outras culturas tornou-se a chave para afastar o preconceito e aumentar a solidariedade.

Assessoria de Imprensa UGT-AM
*Com informações da UGT Nacional

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