Presidente da UGT-AM diz que reforma trabalhista é danosa para o trabalhador

O presidente da União Geral dos Trabalhadores do Amazonas (UGT-AM), Antonio Mardonio, disse que a reforma trabalhista, que entra em vigor no próximo dia 11, vai precarizar o trabalho e que é danosa para os trabalhadores e o movimento sindical.

A afirmação foi feita durante audiência pública promovida pelo Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT-AM) ontem (31) no auditório do órgão, no bairro Flores, em Manaus. O evento teve como tema “Reforma Trabalhista e Atuação Sindical no Amazonas – Limites e possibilidades da prevalência do negociado sobre o legislado previsto na Lei nº 13.467/2017”, também conhecida como reforma trabalhista.

“A UGT é contrária à reforma trabalhista, principalmente na questão do negociado sobre o legislado. Tem alguns pontos que são danosos para os trabalhadores, como a jornada de trabalho de 12 horas, que vai causar acidentes de trabalho, invalidez em algumas categorias de risco; como o imposto sindical, a sua extinção é danosa para o movimento sindical, visto que vários sindicatos tratavam essa receita e ofereciam aos seus associados benefícios como assistência médica e odontológica, jurídica, lazer e esportes. E também com essa receita os sindicatos mantinham empregados, como médicos, odontólogos, advogados e funcionários de um modo geral. Agora, o orçamento das entidades sindicais vai ficar prejudicado”, analisou.

Mardonio lembrou que a reforma trabalhista dificultará a fiscalização do Ministério do trabalho em algumas empresas em função da terceirização.

“A terceirização teve aprovação ampla e irrestrita e, com isso, vários trabalhadores vão sofrer porque não serão contratados diretamente, vão ganhar um salário menor, uma remuneração menor, com uma jornada maior, não vão ter os benefícios de uma convenção coletiva de trabalho, o acordo coletivo de trabalho, e isso é precarizar o trabalho”, explicou o líder sindical.

O presidente da UGT-AM disse que diante da reforma trabalhista em vigor os sindicatos, bem como as centrais, devem se reinventar e propôs que nos acordos coletivos sejam inseridas cláusulas antirreformas.

“Nós teremos que se reinventar, o movimento sindical, para trabalhar em suas campanhas salariais e que mantenham os direitos dos trabalhadores e até coloquem em seus acordos e convenções coletivas cláusulas antirreforma para que a gente não perca os direitos conquistados ao longo de anos para os trabalhadores”, propôs.

A audiência foi presidida pelos procuradores do Trabalho Cirlene Luiza Zimmermann e Carlos Eduardo Gouveia Nassar, com as presenças do procurador-Chefe do MPT/PRT11, Jorsinei Dourado do Nascimento; do Superintendente Regional do Trabalho no Amazonas, Gilvan Motta; da diretora do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho-SINAT, Francimary Oliveira Michiles; dos auditores fiscais do Trabalho, Simone Belchior Santana, Emerson Victor Hugo Costa de Sá, Francisco Edson Ferreira Rebouças e Francisco Chagas de Oliveira Rodrigues e de representantes regionais das Centrais Sindicais: Osmet Duk Filho, da Nova Central Sindical de Trabalhadores; Antônio Mardonio, da União Geral dos Trabalhadores do Amazonas (UGT-AM), e Valdemir Santana, da Central Única dos Trabalhadores.

Assessoria de Imprensa da UGT-AM

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